Disrupção (em três semanas)

  1. Disrupção
  2. Boas Palavras
  3. Escuto Clássico
  4. Eu Vou Ao Show
  5. Que Colônia
  6. Espelho
  7. Checagem
  8. Dano Social
  9. A Central

Rodrigo Rodriguez – Disrupção

Produzido por Rodrigo Rodriguez e Mário Laignier

Vocais, Violões & Guitarras: Rodrigo Rodriguez.
Baixo: Guilherme Salgueiro e Yuri Helbourn (trilhas 4 e 5).
Bateria & Percussão: Ygor Helbourn.
Cordas: Mário Laignier (trilhas 1, 3, 5 e 8).

Participação Especial: Caio Chacal (Vocais na trilha 1).

Mixado por Mário Laignier.

Todas as letras e músicas de Rodrigo Rodriguez.

Gravado no Estratosfera Estúdio.

Obrigado a Eliana, Tatá, José, Ramon, Ricardo, Ricardo, Karen, Igor, Carlinhos, Bernardo, Alexandre, José Renato Soares, S.A., Marcel, Ygor, Gulherme, Yuri, Freddy, Mário, Caio, Dário, Abigail, Rosane, PH, Paula, Laura, Y. Murias, Arenásio, MSFT BR, VPN, IMAGO & PRAGMATISMO. Valente!

Visite: rodrigorodriguez.com.

Disrupção
(Rodrigo Rodriguez)
 
Você deve partir
A recompensa é a estrada
Só lhe resta seguir
Sem rota pré-combinada
 
Escolha o tom do momento
Ao desmontar argumentos
Com a chama da liberdade
Do amor em cada cidade
 
Use a lua e as curvas da serra
Guiando a máquina com perfeição
Sinfonia que pulsa em terra
Disrupção
 
A intenção é o motor
De quem navega sem dor
Na trilha feita à mão
Movida a gás e pistão
 
Use a lua e as curvas da serra
Guiando a máquina com perfeição
Sinfonia que pulsa em terra
Disrupção
 
E o racional do momento
Solta poeira no vento
Ronco voraz de uma era
Sinais vitais de uma fera
 
Use a lua e as curvas da serra
Guiando a máquina com perfeição
Sinfonia que pulsa em terra
Disrupção
 
 
 
 

 
 
Boas Palavras
(Rodrigo Rodriguez)
 
Boas palavras em mente – ancoradas no sim
Ditas de modo breve – com início, meio e fim
Boas palavras em mente – ancoradas no sim
Ditas de modo breve – com início, meio e fim
 
Conforme o frio avançava ela se tornava mais forte
Melhorando argumentos – se livrando da sorte
Despertando a cabeça com o próprio amor
Acenando pro mundo – ficando a seu dispor
 
Durante a interrupção - ela se desfez de crenças
No ar da inteligência reciclou ofensas
Pela respiração seguida de perdão
Trouxe a ideia pra si - libertou compaixão
 
Boas palavras em mente – ancoradas no sim
Ditas de modo breve – com início, meio e fim
Boas palavras em mente – ancoradas no sim
Ditas de modo breve – com início, meio e fim
 
E então percebeu que a humildade nada mais é
Conhecer o outro como a própria fé
Despertando a cabeça com o próprio amor
Acenando pro mundo – ficando a seu dispor
 
 
Boas palavras em mente – ancoradas no sim
Ditas de modo breve – com início, meio e fim
Boas palavras em mente – ancoradas no sim
Ditas de modo breve – com início, meio e fim
 
 
 

Escuto Clássico
(Rodrigo Rodriguez)
 
Um grande colorido paira pelos ares
Não sei se é ali esquina ou em Buenos Aires
Aqui no rio tudo continua na mesma
Muita paz e aparelhos em cima da mesa
A liberdade existe e está lá na praia
Com o oceano aberto solto pipa e raia
A paciência brota então do chão
Pessoas isoladas ao pé do colchão
 
Penso que a vida é bela
Mesmo brigado com ela
Pois tudo se faz recomeçando
Montando sobre as lágrimas secas do pranto
A palavra te faz ouvinte
Mesmo se você tem menos de vinte
Ideias são fatos dentro da mente
Evoluindo o ato de sermos gente
 
Escuto clássico, mas me mostra
A arte do seu algoritmo
 
Palavras simples são um bom caminho
De chegar ao ouvido em seu ninho
Continue dizendo a todas e todos
Em alguns pontos da vida fomos tolos
Libertar a mente e deixar de lado o fardo
Compreendendo o que é vaidade ou fato
Olhando nos olhos de quem precisa
O amor próprio cria pessoas destemidas
 
Penso que a vida é bela
Mesmo brigado com ela
Todo ar que respira tem poeira de sobra
Pra fazer deserto feito capim e cobra
O grande A é livre pra quem é criança
O resto um grande nó só pra quem dança
E a sessão de vinte e poucos minutos
Começa à tardinha – depois dos insultos
 
Escuto clássico, mas me mostra
A arte do seu algoritmo

 
Eu Vou Ao Show
(Rodrigo Rodriguez)
 
Eu vou ao show
 
Nas ondas do balanço inteligente
Liberto está o canto inconsciente
Revolução sonora da didática
Disfarce da canção enigmática
 
Eu vou ao show
 
O agora é apenas um pra toda fé
Tempo suficiente pra quem quer
Soletrar os versos do momento
Ou dar ao verbo um quê de movimento
 
Eu vou ao show
 
Na trilha da memória mais distante
Nos elos que se formam diamantes
Felicidade espera o próprio às
E o bem realizado não desfaz
 
Eu vou ao show


 
Que Colônia
(Rodrigo Rodriguez)
 
Até quando vamos vender nossos recursos naturais
Se em todo canto do mundo se vende tecnologia
No carnaval todos somos filhos de mortais
No futebol toda a beleza da bola e da magia
 
Tenha certeza de rejeitar todas as ofertas de ópio
No registro de ideias sementes que despertariam o ódio
E por isso alguns passam a vida de bruços na prancheta
Mantendo a inspiração trancada em suas gavetas
 
Que colônia
 
E uma bola e duas bolas e a cultura programática
E o crescimento da indústria desaba o QI nacional
Como cupins na floresta temos a festa da didática
Teatro de lá pra cá, de cá pra lá mineral
 
Sem o capital vadio de franquias telepáticas
Sem ativismo de sofá guiado por sinapses enfáticas
A computação não seria usada pra alterar o que é fato
E o rock não teria o quê de misógino no rebolado
 
Que colônia
 
 
 
 
Espelho
(Rodrigo Rodriguez)
 
Quem só vive em frente a um espelho
E quer só ficar de olho em si
E assim fortalecer certo respeito
Se olhando de frente dizendo que sim
 
Precisa é deixar as mágoas
De apenas sombras desarmadas
O tempo faz a gente escolher
Olhar e não julgar o ser
 
Quando um verso tira a paciência
O ar que permite fluir o roteiro
E sem fazer nenhuma exigência
Palavras que surgem do fundo do peito
 
Vão ajudar a deixar as mágoas
De apenas sombras desarmadas
O tempo faz a gente escolher
Olhar e não julgar o ser
 
E assim vai deixar as mágoas
De apenas sombras desarmadas
O tempo faz a gente escolher
Olhar e não julgar o ser
 
 

 
Checagem
(Rodrigo Rodriguez)
 
Desligue a checagem de orientação sexual
Se o que há é meramente uma defesa banal
A guarda vai alertar com sinais dos mais diversos
Mas é outro coração pulsando ali há alguns metros
 
Demorou te entender, mas ela sabe quem é você
Um machista com fobias da velha guarda e da TV
Marcam o fim de uma era que os colocava em risco
Permanecendo o comando de modo explícito
 
Insultos de intrusos que amam ou desmentem
Só o bem para encarar a espiral de frente
O amor próprio usado como encanto
Liberta corpo & voz, intuito & canto
 
Tem gente crescendo sem faltar boa intenção
Tem gente se recuperando e saindo da prisão
Alguns podem querer uma espécie de Bugatti
Para ficar de fora do bullying deste market
 
Procure navegar com essenciais recursos
Calculando o possível – relaxando os músculos
Com a intenção ao alcance das suas mãos
Só te resta ser feliz com o pleno coração
 
Com a intenção ao alcance das suas mãos
Só te resta ser feliz com o pleno coração
 
 

 
Dano Social
(Rodrigo Rodriguez)
 
Novo mundo que se apresenta por cartas
Sequências de imagens, jogos e trapaças
A cada novo dia nova manipulação
Bullying incessante que entorpece a nação
 
A injeção em vias de ideias humanas
Que navega por tubulações urbanas
Se houver pendência de automação
É despejada a banalização
 
Isto é um chamado para adultos
Disputando com serviços e produtos
Olhem bem a prateleira do mercado
Somos tudo menos seres no atacado
 
Pois o controle do dano social
Pornô-playback como canto visceral
Sem limites nos versos da serpente
Segue moldando corpos e diluindo mentes
 
No ritual da depuração cultural
Esqueça o rabo da serpente
Encare de frente e procure pela gente
Desfazendo o controle do dano social
 
Isto é um chamado para adultos
Disputando com serviços e produtos
Olhem bem a prateleira do mercado
Somos tudo menos seres no atacado
 
Pois o controle do dano social
Pornô-playback como canto visceral
Sem limites nos versos da serpente
Segue moldando corpos e diluindo mentes
 

 
 
A Central
(Rodrigo Rodriguez)
 
A central desgasta
Não desafia – e basta
O poder voraz atrai
E sem correr atrás
 
Desfaz
Desfaz
 
A liberdade e o anseio
Separados do seu meio
No marchar da expressão
O espetáculo da contramão
 
Distrai
Distrai
 
A pureza do deserto
Não perdoa o incerto
A franqueza no olhar
Vai libertar
 
Nosso lar