Linha do Tempo

← Discography

Linha do Tempo

2016

Linha do Tempo is the first solo CD of Rio guitarist and composer Rodrigo Rodriguez, made concrete with his friends, brothers Ygor & Yuri Helbourn, and producer Léo Guimarães, winner of the 2013 Latin Grammy for Best Engineered Album.

Tracklist

  1. 1Te Trará
  2. 2Acorde
  3. 3Palma da Mão
  4. 4Se Você Acha
  5. 5O Que Você Era Para Mim
  6. 6Meu Roteiro
  7. 7De Nada Sei
  8. 8Tentativa de Hit
  9. 9Linha do Tempo

Credits

  • Executive Production: Flávio Petit (Samurai Discos)
  • Guitars and Vocals: Rodrigo Rodriguez
  • Drums: Ygor Helbourn
  • Bass: Guilherme Salgueiro
  • Musical Production: Léo Guimarães
  • Special Guests: Bernardo Moura (acoustic guitar on Se Você Acha), Marcel Beiner (Telecasters), Freddy Escobar (keyboards), Felipe Moura (bass on O Que Você Era Pra Mim), Rodrigo Tavares (keyboards and solo on Linha do Tempo), Pedro Moraez (acoustic bass on Meu Roteiro), Eziel Oliveira (saxophone on De Nada Sei).
Crítica

A resenha: Thiago Patriota da Silva

Uma resenha como para jornal, sobre a faixa que precisou de 8 minutos e 22 segundos para dizer o que diz.

“Magistrado” é uma palavra que compartilha origem com “Magistral”. Apenas juízes do Estado Brasileiro são chamados de Magistrados — assim, o som aqui é juiz e bate martelos, caralho! Não se sabe como isso foi conseguido, mas um dom é um dom e música é música: uma lei absoluta do universo, da qual... as músicas são togas que vestem os ouvidos até dos mais justos juízes.

Gênio é gênio. Schopenhauer explicou primeiro: “Talento é acertar um alvo que ninguém acerta. Genialidade é acertar um alvo que ninguém vê.” — mas pau-brasil no cu de Schopenhauer, aquele alemão pessimista. Genialidade só é o que é, não clama por reconhecimento nem distinção e por isso é genialidade. Clarice Lispector explicou muito melhor no conto “O Relatório da Coisa”.

Essa canção, composta e cantada quando tudo parecia ser apenas mais uma composição, se equipara a duas faixas que considero TITÂNICAS (jamais tirânicas, pois essa sim é uma anti-qualidade oriunda do TOC-OS) na história do Rock’N Roll. Essa graciosa canção (pois aquilo que tem graça é antítese daquilo que representa des-graça) está, em meu coração, lado a lado com “Dust in the Wind” – Kansas, cuja guitarra tocava em alguns dos momentos de maior clímax e catarse que vivi, enquanto assistia às histórias dos icônicos irmãos Dean e Sam Winchester, que dirigiam um Chevrolet Impala 1967 chamado Baby enquanto combatiam demônios e satanazes na série Supernatural. E lado a lado com “Tempos Perdidos” – Legião Urbana, que fora legado daquele homem que abençoou a cultura brasileira com seu nome: Renato Russo — que é brasileiro e que é Renato, mas que também, misticamente, é Russo. Dorogoy tovarishch!

Certo dia, identifiquei um diálogo entre elas — decidi colocar essas três canções na minha mesa e aplicar uma das ciências que mais amo na vida: hermenêutica. Não a bíblica, mas com toda certeza a musical (pois meu autismo transformou música em Teologia). Não há expressão artística que precise ou que se importe com uma página de documentação no GitHub, mas o registro fica: entendi essa faixa como se entende uma guitarra. Entendi o que a voz e as cordas precisaram de 8 minutos e 22 segundos para dizer. Uma ordem de titã é uma ordem olímpica: então fui lá e fiz.

Anseio então que a escrita desta resenha represente aquilo que, pelo amor e admiração ao Mjölnir do compositor, eu fiz — pois no dia em que a escuta acontece, também se compartilha algum tipo de palco.

— Thiago Patriota da Silva

Lyrics

Select a track in the console. Use arrow keys to move through the songs.

Tracks
1 / 9